domingo, 22 de junho de 2008

Só tu sabes a definição do meu "ai"...

"Nada, nada, nada
Melhor que tudo."
Sozinho, Acompanhado, Tiago Ladeira - 2008

Foi estranho, esquisito. Foi demasiado. Foi o que foi. E quem sabe o que foi ou o que era para ser!? Por não ter sido o que era para ser foi melhor. Foi sonho, fantasia. Parece o que não aconteceu ou acontecia. Sentei-me na sala. Toquei guitarra. Descobri os acordes. 1h22 tocava o relógio. Coincidência!? Destino!? Comecei... "Safety pins..." Uma alma dormia. Tranquila. Plena de amor. Futuro em tudo isso. Desejo. Isso. Turbilhão. Emoção. De Emoção. Foi tudo e foi nada. Foi encantador. Foi maré cheia. Noite de luar. Noite de sorte. Ou azar. Por nada ter sido mais foi. Por nada ter acontecido mais foi. Acredita no sonho da poesia. Momento que eu vivi acordado. Momento vivido. Momento por ti sonhado. Aqui. Cheira a ti, cheira a ti, aqui e em mim...

A perfeição de nada, percebes!?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A sereia e o homem-areia - 1º

"Vou esconder o meu sonho num saco de papel vazio
e esperar que tu o descubras.
Faz dele uma doce insónia de pétalas douradas
e escreve na areia algo que eu já escrevi."
A sereia e o homem-areia, A sereia e o homem-areia, Tiago Ladeira - 2008

...,...!?

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Olhares e sorrisos - Abril de 2001

"...ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar..."
Estrela do Mar, Asas e Penas, Jorge Palma - 1984

O mundo evolui quando alguém deixa de olhar para o umbigo e começa a olhar para o horizonte.
Era isso que ela fazia e, em bicos dos pés, conseguia ver o que existe para além do mar.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Um gajo que não se chama António, um manjerico e tudo o que isso não representa...

"I love your bodywork and
your flashy pop-up lights,
the way you hug the corners,
however fast and tight..."
Autophilia or "How I Learned To Stop Worrying and Love My Car", Science & Nature, The Bluetones - 2000

Para quem não saiba, e vai continuar a não saber, há duas coisas ou momentos que me dão vontade de fazer certas e determinadas "conferências" ou "simpósios" que cada vez tenho menos paciência para fazer. Essas duas coisas são (ou eram...) o Santo António e/ou uma garrafa de champanhe ou, em tempos de crise, um reles espumante.
Infelizmente, ou não, ontem cheguei à conclusão que já não acho tanta piada ao Santo António e que esta foi desde o asceta e grevista ano 2000 a minha mais inocente e angelical noite de 12 de Junho.
Esta noite teve, de longe, muito mais de Santo que de António e ainda não percebi se isso é bom ou não mas, também, não estou preocupado.

(Tudo isto não quer dizer que eu já não goste de manjericos. O que se passa é que ando muito selectivo...)

Acho que vou ter que me contentar só com o Moscato, digo eu...

domingo, 1 de junho de 2008

Para o meu Tozé, mitra do Benfica, morador nos Olivais...

"'cause you make me feel
You make me feel
You make me feel like a natural woman (woman)"
(You Make Me Feel Like) a Natural Woman, (You Make Me Feel Like) a Natural Woman, Aretha Franklin - 1967

Amor,
Fizeste despertar, finalmente, a mulher que há em mim.
Apetece-me estar contigo dia e noite, ver o nascer-do-sol, ver o pôr-do-sol, sentir a noite, a maresia, abraçar-te e dormir contigo. Estamos a nascer aos poucos, vamos vivendo, sobrevivendo.
Graças a ti acredito na imortalidade. Continuo a não acreditar nem na palavra sempre nem na palavra nunca mas, prefiro não pensar nisso. Prefiro não pensar uma vez na vida. Prefiro ser emocional uma vez na vida. Prefiro acreditar na tranquilidade do momento que estamos a atravessar e sentir que o que temos entre nós é duradouro e irrepetível. Diferente e estranho. Sonho e poesia. Suave. Leve. Perfeito. Amor perfeito. É perfeito, amor.
Fica comigo.

Tozé, sou toda sua, ouviu!?...