quinta-feira, 22 de maio de 2008

Segundo elogio em 8 anos

"I left my soul there,
Down by the sea
I lost control here
Living free"
The Sea, Big Calm, Morcheeba - 1998

Olá, Joana (esta mensagem é só para ti...)
Não sabes como me fez bem esta noite que passámos juntos. Acho que nem eu sei bem. Precisava de me libertar do caos que a minha vida tem sido nos últimos tempos. Ando de decepção em decepção, de desilusão em desilusão há demasiado tempo.
Precisava de falar do que falámos, quase às escuras, no mar. Acho que me sinto melhor.Por momentos esqueci os meus pequenos problemas e ganhei vontade e coragem para os resolver, ou pelo menos, para os enfrentar. Acho que ando enganado, a enganar e a enganar-me há demasiado tempo. Acho que sem te aperceberes me mostraste o caminho.
Sei agora, o que quero. Espero que tu, também, o descubras em breve porque hoje percebi, finalmente, que o mereces.
Obrigado, Joana e voa, voa...

Segundo elogio em 8 anos, certo?

Uma ilusão constante não é uma desilusão?!

"All I do is a constant reminder
The future's here and it walks right behind you
All I see is a constant illusion
My head spins and my world's in confusion"
On The Run, Mother Nature Calls, Cast - 1997

Sim. Se calhar chegou a hora de admitir. Acho que estou na pior fase da minha vida. Acho que estou na melhor fase da minha vida. Acho que ando a viver uma vida dupla. E não sei se estou a gostar ou não.
Por vezes, sinto-me na lua, a voar de mão dada por entre uma floresta de girasóis imaginários.
Noutros momentos, só me apetecer olhar para o chão, fechar os olhos, evitar chorar...
Nada corre como devia correr ou quase nada... Esse quase nada é praticamente tudo e é nele que quero ficar eternamente.
Apesar de tudo o que tem acontecido, expectativas demasiado altas, demasiados planos, demasiados planos falhados, não consigo deixar de acreditar que os maus tempos hão-de passar definitivamente. Nesta ou noutra galáxia inventada por mim irei finalmente renascer.
A resposta está em mim. A resposta anda por aí. Tenho que encontrá-la depressa. Pelo fim do caos, pelo início de algo...

Sou um girassol, meu sol...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Acho que nunca me vou esquecer da noite em que vi o Titanic...

"Cause everything's easier when you're beside me
Come back and find me
Cause I feel alone"
Throw me a Rope, Eye To The Telescope, KT Tunstall - 2004

Quem me conhece bem sabe que eu não fiz certas e determinadas coisas que toda a gente fez e, como sou parvo, tenho orgulho nisso.
Aprender a nadar e a segurar nos talheres como gente adulta, birras em 82, sexo em 2000, greve em 2008...
Quem me conhece bem sabe que eu fui durante muito tempo a única pessoa no mundo que não tinha visto o Titanic mas, novidade das novidades, surpresa das surpresas, o céu deve estar para cair sobre nossas reles cabeças porque eu, Tiago Ladeira, conhecido por ser do contra, na sexta-feira, dia 16 de maio de 2008 (esse glorioso dia), vi, finalmente, esse filme enternecedor e sem história nenhuma ao longo dos seus 180 minutos.
Sinto-me um homem, perdão, um anfíbio completamente novo. Sinto-me muito melhor mas, admito que ando um pouco dorido e tenho uma pequena ferida no dedo mindinho do meu pé direito. Isto de ver filmes pode dar cabo duma pessoa...

(Porque é que nunca ninguém me disse que o Capitão Iglo, essa mítica personagem, entrava no filme!? Isso também é mau feitio...)

Foi bom, grumete?!...

Violet Hill

" I took my love down to Violet Hill
There we sat in snow
All that time she was silent still
So if you love me
Why'd you let me go?"
Violet Hill, Viva La Vida, Coldplay - 2008

Agora que o baterista dos Coldplay, Will Champion, conseguiu, finalmente, imitar na perfeição o Ringo Starr o mundo tornou-se um lugar melhor. A letra, a música e, principalmente, o piano são quase iguais a "House of Wax" de Sir Paul McCartney o que torna o mundo ainda muito melhor.
Violet Hill pode muito bem ser a melhor música dos Coldplay mas, também, é a prova que este é o último álbum deles. Não tenham pena porque a partir de agora seria sempre a descer.

É bom acabar em grande, certo?

Saturno da noite...

"Agora que sei que sou nada
Penso que o que não tem início nunca acaba"
Algures em Regent's Street, 2009, Tiago Ladeira - 2008

Gostava de andar contigo de mão dada nos anéis de Saturno mas, para que isso aconteça vou ter que deixar de te inventar. Vou ter de te descobrir.
O que é se verá de Saturno? Haverá alguém a gritar, a chorar, a rir e a olhar para ti? E para mim? Eu que sou nada. Eu que sou tudo...
Em quanto tempo se dará uma volta aos anéis de Saturno? Terei direito a algo no fim de cada volta? Quantas voltas vamos dar? Até que horas? Levas-me ao metro de Titan Riglet? Vais comigo ver o último pôr-do-sol antes do fim do universo? Fim do universo!? Fim!? Fim sem início não existe... e isso é perfeito!

Os anéis de Saturno são para as meninas, certo?